A presidenta Dilma Roussef não poderia escolher data melhor
para fazer seu pronunciamento: no domingo, onde as famílias estão em casa e
grande parte delas espera assistir algumas “reportagens” não muito confiáveis
do “Fantástico” e mais: no dia da Mulher! Em outra ocasião, escrevi falando
sobre os ajustes de certa forma danosos e sentidos, sobretudo pelas centrais
sindicais que apoiaram Dilma. Mas afinal, que momento é esse enfrentado pelo
país?
A crise mundial
O Brasil passa por um momento difícil, seria mentira dizer
que não. Além dos escândalos envolvendo a Petrobras, nós sentimos no bolso os
efeitos de uma crise econômica que iniciou ainda em 2008 e que ainda é sentida
mundialmente até hoje. Essa crise econômica, ao contrário do que algumas
páginas na internet costumam alardear, principalmente no facebook, não são uma
criação do atual Governo e muito menos do PT. Quando Lula afirmou ainda em seu
segundo mandato que a crise chegou Brasil como uma “marolinha”, não mentiu. Ao
contrário de alguns países da Europa como a Grécia e a Espanha, nosso país se
segurou. No pronunciamento de hoje, Dilma foi clara “não imaginávamos que iria
demorar tanto!”. Nem sendo Nostradamus a gente poderia pensar que tal crise
avançaria por tanto tempo.
A crise a América
Latina
A América Latina mesmo enfrentando os efeitos da crise,
ainda resiste com rigor. O Mercosul desempenha um papel importante nesse
sentido, tendo o Brasil na dianteira dessas economias. No ano passado, o bloco que
forma os BRICS deu um salto enorme para enfrentar estes efeitos negativos criando
um fundo de investimento próprio e independente do FMI. E por falar em FMI, quem
foi mesmo que quase vendeu o Brasil para o Fundo Monetário Internacional? A
resposta é clara e nem precisa ser escrita.
Diante de todo esse cenário exposto, seria quase infantil
achar que o presidente a assumir em 2015, seja Dilma, Aécio, Marina e mesmo os
candidatos mais ‘puritanos’ não enfrentariam esses efeitos e mais: arrisco
dizer que se Aécio assumisse a presidência do país, os efeitos dessa crise
seriam estarrecedores e afundaríamos de vez como já aconteceu em outros
governos antes de 2003. Dilma foi mais do que sincera em reconhecer que o
brasileiro em especial as mães e pais de família sentem os efeitos da crise
mais do que ninguém. E como enfrentar estes efeitos?
As previsões apocalípticas
Como disse antes, quem assumisse a cadeira presidencial
teria enormes desafios. No período eleitoral, Dilma se comprometeu em defender
os direitos dos trabalhadores. No início do ano, as Medidas Provisórias que
alteram a concessão de alguns benefícios surpreenderam a todos e inclusive
cheguei a escrever sobre. Porém, não podemos deixar de reconhecer que desde
2003 o trabalhador percebe um aumento real no salário mínimo, aumento que não
foi alterado em nada pelo atual mandato de Dilma.
As previsões apocalípticas feitas pela oposição também
abordadas com muita clareza no pronunciamento. É necessário direcionar os
gastos do governo de forma correta e concisa e dessa forma evitar “quebras”
gigantescas em nossa economia causadas pela crise econômica. O Partido da
Imprensa Golpista conhecido como PIG, é infeliz quando tenta mostrar para a
população que o desemprego está em níveis grandiosos! Ora, passamos pelas
menores taxas de desemprego desde o primeiro mandado de Lula e isso deve ser
reconhecido.
Os desafios
Dilma Roussef convida todos nós brasileiros a enfrentarmos a
crise juntos e acrescento: além de enfrentarmos essa crise juntos, temos que
ter confiança, paciência e claro, nos munir de informações para não cair nas
ciladas e mentiras que a todo o momento são bombardeadas na internet e na
mídia.
Além de nos munir de informações é preciso que todos nós
saibamos da importância que instituições como a Petrobras têm para nós. Em
outros tempos, a exemplo da Vale, por muito pouco a nossa principal estatal foi
entregue aos interesses estrangeiros. A corrupção no Brasil não foi uma
invenção do PT e nem iniciou com o PSDB. As pessoas envolvidas neste escândalo
merecem ampla defesa e punição caso forem condenadas, porém a Petrobras é maior
do que qualquer esquema que tente destruí-la, pois além ser estratégica para a
nossa economia, ela é um bem meu e de você que lê este texto.
Não caia em um discurso golpista pregado pela grande mídia e
pela oposição que pede de forma imbecil o impeachment da presidenta. A
democracia precisa e deve ser respeitada. No dia 13 de março, os movimentos
sociais do Brasil sairão às ruas para defender a democracia, a Petrobras e, sobretudo
por Reforma Política. É através dessa Reforma considerada a mãe de todas as
reformas que o Brasil vai conseguir diminuir os escândalos que envolvem
políticos e grandes empresas. É assim que vamos mudar o Brasil e construir
juntos o governo que queremos.
No dia 13 de março
todas e todos às ruas em defesa do Brasil, da democracia, contra o golpismo da
direita e pela Reforma Política!
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